Um relatório
do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério
da Fazenda, identificou vários depósitos fracionados sem identificação feitos,
em um curto espaço de tempo, em nome do senador José Agripino (DEM). O valor
total chega aos R$ 169,4 mil. O documento faz parte do inquérito aberto pelo
Supremo Tribunal Federal, autorizado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que
investiga crimes de corrupção. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
De acordo
com o relatório do Coaf, a movimentação "sugeriria a tentativa de burla
dos mecanismos de controle e tentativa de ocultação de identidade do
depositante". Os depósitos citados no documento foram realizados todos no
dia 27 de outubro do ano passado, em contas do senador. Ao todo, foram seis
depósitos R$ 9.900 diretamente no caixa
(R$ 59,4 mil), além de outros 44 feitos
em envelopes no caixa eletrônico, cada com valor de R$ 2.500 (R$ 110 mil),
todos em espécie.
